sobre

quando decidi criar o cafecomsorvete, acabei esbarrando num blog velho e relembrei que ter um blog é uma coisa antiga em mim, mas que por algum motivo havia abandonado. como ele estava lá, desatualizado e sem sentido, deletei. pra todo fim, um recomeço! apaguei um e criei outro.

pretendo que aqui seja nada mais do que uma extensão das minhas redes sociais. não sou fashionista, não sei dar dicas de maquiagem, mas tenho algumas poucas coisas na vida que podem ser compartilhadas. gosto de cozinhar algumas receitas fáceis. gosto de conhecer lugares novos. gosto de escrever. quer dizer, aqui vai ser um ajuntadinho do que eu sou, vivo, sinto, penso, vejo...

fique à vontade. pode entrar, sentar e tomar um café com sorvete comigo. ah! eu não bebo café. não gosto. mas meu marido é um apaixonado pela bebida negra e quente. e ele tem tentado me catequizar. quem sabe, né?! gosto muito (muito!) de sorvete; e ele não ligava muito. mas hoje "sorveteria" está no topo das nossas prioridades de vida, heheh... perguntas que fazemos um pro outro: "vamos pagar contas ou ir na sorveteria primeiro?"; "vamos no hospital ou primeiro na sorveteria?"; "já é meia noite, mas tem uma sorveteria que fecha à 1h, vamos?" e por aí vai!

nasci em junho de 1987 em Campo Grande. casei em novembro de 2014 com um paulistano nato e me mudei pro centro de São Paulo. Duca é baixista de uma banda (Oficina G3) e me trouxe pra cidade grande. me trouxe também pra vida louca de um músico, essa vida que não bate ponto, não tem salário, vive um ministério, uma dependência diária de Deus. ele me trouxe, ainda, pra uma vida a dois diferente de tudo o que eu já sonhei. com ele veio minha enteada, uma menininha amável que, numa dinâmica diferente de tudo o que vivi, me ensina sobre amor e responsabilidade. com ele descobri um amor inimaginável. poético. de parceria. com ele construímos, aos poucos e com pouco, um lar. fizemos de uma casa grande, nosso cantinho que vez ou outra tem cheirinho de cebola e alho fritos. ou bolo assado. que tem música. seja da caixinha de som, do contrabaixo, do baixo acústico ou do violão. temos um lar aconchegante e musical à nossa maneira.

sou baixinha, míope, branquela. prefiro o calor a frio. o sol à chuva. gosto da janela aberta, da luz natural, das plantinhas em casa. sou do jeans, camisa, alpargata, oxford. xadrez, flores, óculos, simplicidade. timidez. coca cola. sorvete, pão de mel, churros. redes sociais, comunicação, palavras. tantas palavras que às vezes elas fazem uma enorme bagunça na minha cabeça e não saem. de jeito nenhum. fica tanta coisa latejando na minha mente e o cursor, solitário, pisca na tela branca.
eu e as palavras temos uma relação desde a minha infância.

um dia mergulhei nas palavras
e não sabia que era um mergulho sem volta.
percebi isso quando me vi sem ar;
- e sem querer voltar!
pensando bem, eu não mergulhei nas palavras.
elas que me engoliram.