A separação, o luto, o recomeço!

14.2.17

Encontrei o texto a seguir sem querer, perdido na caixa de entrada do meu e-mail. Parece que eu o escrevi em 2012. Digo "parece", porque é a data que consta no e-mail, mas acho que foi escrito antes dissoLi, refleti sobre e resolvi postar... Mesmo tendo sido escrito há cinco anos, pode ser que ajude alguém que esteja passando por isso exatamente agora... 

foto: tumblr


Não deu certo. É, chegou ao fim. Acabou. Hora de mudar o status de relacionamento no facebook.
Mas e aí, a culpa é de quem? Por que terminou? O que aconteceu que chegou ao fim? Vocês combinavam tanto... Por que não rolou? Aconteceu algo de grave? Quem terminou, você ou ele? Eu achava que vocês iriam casar...

Novecentas e cinquenta mil perguntas. Algumas afirmações. Uma dor. Dor daquelas profundas, parece que é mesmo no coração físico, aquele que batia tão rápido quando estava perto do cara. E agora bate tão mais rápido por estar longe. Ao mesmo tempo, parece que ele bate lentamente a ponto de faltar ar. Falta ar e você chora. E soluça. E grita dentro do travesseiro. Aquele grito abafado pra ninguém ouvir. Nem mesmo você. Que aliás, não quer ouvir nada nem ninguém! Não aguenta mais as perguntas sobre ele, sobre vocês, sobre você. Não aguenta mais ouvir aquelas frases prontas, que todo mundo conhece  e fica guardando para usar nesses casos. Esses casos de fim.

Queria de verdade dizer algo longe do clichê pra explicar que essa dor vai passar e que seu coração vai voltar a bater normalmente, da mesma forma que ele batia antes de você entrega-lo naquelas mãos que até ontem te acariciavam. E que hoje só acenam um tchau. Um tchau pra você. Um tchau de adeus. De fim.

Eu queria de verdade te ajudar a sair desse lago de tristeza e dor e desesperança. Mas não posso. Não posso. Ninguém pode!

Já ouviu aquela frase clichê - sempre os clichês!!! - "a vida é feita de escolhas"? Pois então. Este é mais um caso daqueles que você precisa escolher. Só você! Escolher ficar achando que realmente dependia dele pra ser feliz ou escolher descobrir uma vida independente, cheia de surpresas, de novidades. Caso você escolha a segunda opção, posso te ajudar a entender que vai ser um pouco estranho não ter com quem compartilhar as coisas legais dessa nova fase, dessa "nova" vida. Pode parecer idiota, mas mudar os móveis do quarto funciona para muitas garotas. Ir ao cinema com as amigas também. Viajar sozinha, pra longe, pro exterior. Já imaginou? É possível, te digo que é possível! Você vai começar a entender que, no fundo, não precisa de nada, além de uma caderneta.

Tá, eu sei que agora pode parecer tudo muito inatingível. Você não se interessa por nada. Não vê sentido em nada além de pensar - e sofrer - por ele! Tudo bem. Faz parte mesmo. Só saiba que isso é uma fase. E como toda fase na vida, você escolhe sair dela ou continuar. Você é quem escolhe. Não prolongue seu luto, viva-o o suficiente.

Lembre-se das aulas de português... Depois do ponto final, a professora sempre dizia "pula uma linha, dá espaço, letra maiúscula e começa então um novo parágrafo!". Pense nisso.

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