...um começo.

9.2.16

Quando decidi criar o Café com Sorvete, acabei esbarrando num blog velho, criado lá pelas tantas de 2011, e relembrei que ter um blog é uma coisa antiga em mim, mas que por algum motivo havia abandonado (sem contar um outro blog criado em 2008). Na verdade, sei o motivo: a fase. A fase daquele blog havia passado. Nele eu escrevia textos pessoais, meio que cartas pra alguém superior que cuida de mim. Bom, como esse antigo blog estava abandonado, desatualizado e, agora, sem sentido, deletei. 

Quase sempre, pra todo fim: um começo.
O "certeza que sim" se foi. O "café com sorvete" começa.



Fiz tudo isso aqui sozinha. Nunca tinha feito antes, assim. E pretendo que aqui seja uma extensão das minhas redes sociais. Eu não sou fashionista, não sei dar dicas de moda, nem de maquiagem, nem de decoração. Não tenho uma casa super linda, decorada e inspiradora. Não tenho um trampo maravilhoso. Não viajo todo mês. Minha vida é normal. E é essa normalidade que eu quero compartilhar.

Atualmente sou esposa e dona de casa em tempo integral. Gosto de cozinhar algumas receitinhas fáceis que procuro pela internet ou no meu caderninho de receitas. Gosto de conhecer lugares novos pela cidade com o marido, como cafeterias e sorveterias (claro!). Gosto muito de escrever. Sobre a vida, meus sentimentos, experiências... Quer dizer, aqui vai ser um ajuntadinho do que eu sou, vivo, sinto, penso, vejo...

Fique à vontade! Pode entrar, sentar e tomar um café com sorvete comigo. Ah, eu não bebo café. Pois é... não gosto. Mas meu marido é um apaixonado pela bebida. Entende dos métodos de preparo, das torras, e toma sem açúcar. Ele tem tentado me catequizar, quem sabe um dia, né?! Eu gosto mesmo é de sorvete e ele nem ligava muito. Mas consegui trazer pro lado gelado da vida (hehe) e hoje "sorveteria" está no topo das nossas prioridades! Perguntas que fazemos um pro outro: "vamos pagar contas ou ir na sorveteria primeiro?"; "vamos no hospital ou primeiro na sorveteria?"; "já é meia noite, mas tem uma sorveteria que fecha à 1h, vamos?" e por aí vai! 

Nasci em junho de 1987 em Campo Grande. Me formei em jornalismo em 2008. Hoje ainda penso se foi uma decisão acertada ou não. Tem dias que tenho certeza que sim. Tem dia que não. E assim sigo. Casei em novembro de 2014 com Duca, um paulistano nato que me trouxe pro centro de São Paulo. Ele é baixista de uma banda (Oficina G3) e me apresentou uma vida diferente do tudo o que já sonhei. Ele me trouxe pro cotidiano de um músico, essa vida que não bate ponto, não tem salário, vive um ministério, uma dependência diária de Deus. Além dele, entrou na minha vida minha enteada; uma menininha amável que, numa dinâmica diferente de tudo o que vivi, me ensina sobre amor e responsabilidade.

Com meu marido descobri um amor inimaginável, poético, de parceria. Com ele construímos, aos poucos e com pouco, um lar. Fizemos de uma casa grande e emprestada, nosso cantinho que vez ou outra tem cheirinho de cebola e alho fritos, ou bolo assado. Que tem música, seja da caixinha de som, do contrabaixo, do baixo acústico ou do violão. Temos um lar aconchegante e musical à nossa maneira.

Eu não sei tocar nenhum instrumento, nem cantar. Sou das palavras. Mas elas, nem sempre, são minhas. É, acontece de querer escrever, mas não conseguir. Acho que vou enfrentar muito isso por aqui.

Não tenho animaizinhos de estimação. Sou baixinha, míope, de pele bem branquinha. Prefiro o calor a frio. Sol à chuva. Gosto da janela aberta, da luz natural, das plantinhas em casa. Sou do jeans, camisa, alpargata, oxford. Xadrez, flores, óculos. Simplicidade, timidez. Coca cola, suco de uva. Sorvete, pão de mel, churros. Redes sociais, comunicação. Palavras...

Pra começo de conversa, é isso. 
Conto com você pra um cafezinho e sorvete vez ou outra.
Pode vir, que eu estarei sempre aqui!



(fotos do nosso ensaio de noivos pelo Tudo Vira Foto <3)

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